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Casa de vó

Chris Campos, rende-se às memórias da casa de seus avós, lugar mágico onde a vida em contato com o verde era uma grande aventura. 

Não é fácil separar a jornalista e influenciadora digital da pessoa que simplesmente gosta de plantas. Chris Campos ficou conhecida em 2004 com o casadachris.com.br, um dos primeiros blogs sobre decoração do país, e hoje já acumula 5 livros publicados sobre decoração e muitas passagens pela televisão e a propaganda. 

Mas é quando buscamos em sua memória pessoal, quando indagamos sobre as primeiras relações com o universo das plantas é que fica claro que a paixão não é mera coincidência profissional ou um acaso que deu certo. Muito pelo contrário. 

O sorriso brota fácil quando Chris lembra da casa da avó, das brincadeiras com os onze primos e das aventuras entre samambaias de metro, antúrios e rosas. “É um espaço muito especial na minha infância. Era uma casa do anos 50, com muito verde, tinha rampa, tinha ladrilhos coloridos, um laguinho com cogumelos…era um verdadeiro parque de diversões para uma criança”, afirma.

E não foram só as brincadeiras que marcaram a menina Chris. A dedicação e a importância dada ao trabalho manual e aos rituais de jardinagem também a fascinavam. 

Um exemplo eram as épocas que os avós se dedicavam à poda das roseiras da casa. “Era uma coisa meio épica”, diz, e emocionada mostra a tatuagem que fez no braço direito, de uma rosa, justamente em homenagem a sua avó. “Ah…e meu avô faz aniversário no dia de Santa Rita, que segura uma rosa. Acho lindo isso”, completa. 

Em casa

Aos poucos, para um observador atento, a casa da Chris vai revelando fagulhas das memórias que narra sobre a casa da avó. A escolha do imóvel onde vive com o filho e o marido desde 2012, numa ruazinha tranquila do Alto da Lapa, Zona Oeste da capital, tem total influência da época da infância. “Eu sempre morei em apartamento. Quando eu entrei e vi o jardim, vi as arvores, o pé de caqui, a árvore de mexerica, a mangueira… eu disse, daqui ninguém me tira! Era como se eu voltasse no tempo”

Também é fácil perceber os ensinamentos da avó na rotina da Chris. Flores e folhagens estão para todo lado e são trocadas semanalmente. Na mesa do escritório, begônias e heras. Antúrios decoram um aparador da sala e próximo a cozinha um lírio é quem dá o tom sóbrio. Até mesmo sementes de abacate viram um arranjo moderníssimo. Tudo em sintonia. 

Além disso, a entrada para carros foi transformada numa varanda. “Teria que ter uma função pratica, mas a função prazerosa sempre foi mais importante pra mim”, diz Chris, com ar de criança que faz uma travessura. “Nunca pensei num dia parar o carro aqui dentro para não tomar chuva. Eu tomo chuva mas eu tenho minha varanda”, completa. 

Além das belas samambaias, várias espécies tomaram conta do sofá, de um mesa e de uma escrivaninha retrô que decoram o ambiente. 

Assim, o que seria uma garagem transformou-se num lugar para receber amigos, conversar, colocar o papo em dia. E, claro, lembrar histórias da infância, das loucas aventuras no mundo verde dos avós.