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Entre Gerações

As jardineiras Carol Costa e Chris Campos apostam na ciência, mas chamam a atenção para o que podemos aprender com a sabedoria de nossos pais e avós. 

A ciência aponta para o futuro. A série Plante ar puro é um exemplo disso, e traz uma série de pesquisas desenvolvidas ao redor do mundo que apontam para os benefícios das plantas em nossa vida, seja no trabalho, em escolas, em ambientes hospitalares e, claro, em casa. Mas também é preciso ter o olhos voltados para os conhecimentos de outrora, para a sabedoria acumulada gerações que nos antecedem, como deixam claro duas grandes jardineiras e influenciadoras que participam do projeto Inspire, Carol Costa e Chris Campos. 

“Quando a gente olha para essas pesquisas mais modernas, high-tech, voltem justamente às plantas que tinha na casa da minha mãe, que tinha na casa da minha vó – antúrio, samambaia, jiboia, espada de São Jorge, que estão no nosso meio há muitas gerações, enfatiza a jardineira Carol Costa, em entrevista que deu ao site Inspire. “A verdade é que as mães e as avós estão sempre certas. E quem sou eu pra discordar”, brinca.  

No que diz respeito às questões afetivas e ao bem-estar das pessoas, ela lembra a insistência de sua mãe para que ela tivesse sempre uma planta em casa, mesmo quando a futura jardineira se dizia pouco cuidadosa com sua maior paixão hoje. “Eu comecei a gostar de plantas porque minha mãe socava um monte de mudinhas na minha mala quando fui fazer faculdade. No meio das roupas, de um bilhetinho de ‘estou com saudade’, sempre tinha uma planta no meio. E isso é muito legal porque até hoje eu sinto que a planta acolhe as pessoas. Tem muitas emoções humanas vestindo o universo da planta”. Diz a jardineira. 

Ela lembra que a planta não é só um “serzinho bonito”, mas ela traz benefícios para quem mora no ambiente, diminuindo o barulho que vem da rua, filtrando toxinas que estão presentes silenciosamente em casa. “A gente sempre acha que a poluição está lá fora, mas também está na tinta da parede, nos vernizes, em produto de limpeza, na cera que passou no móvel de madeira. Não é só que é verdinha e bonita, ela está fazendo um bem enorme para quem mora ali”.  

Infância entre plantas

A jornalista e jardineira Chris Campos segue o mesmo raciocínio, embora tenha nas plantas uma forte referência desde a infância “Minha relação com plantas é ancestral. Minha vó era uma pessoa obcecada por plantas e minha referência de morar vem da casa dos meus avós”, afirma Chris. 

Criadora de um dos primeiros blogs brasileiros ao universo da decoração, o Casa da Chris, ela lembra, entre muitas memórias da infância, dos momentos de poda de palmeiras e das roseiras do jardim dos avós. “Era um evento, uma coisa meio época, uma referência de aventura”, diz ela. 

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